10# CULTURA 28.5.14

     10#1 TELEVISO - AS MALVADAS
     10#2 LIVROS - HISTRIAS DE CRAQUES
     10#3 POLMICA - REVANCHE DO BIGRAFO
     10#4 EM CARTAZ  CINEMA - DEPOIS DA REVOLUO
     10#5 EM CARTAZ  LIVRO - CANTO  LNGUA-ME
     10#6 EM CARTAZ  SHOW - UMA SINFONIA PARA CAYMMI
     10#7 EM CARTAZ  FOTOGRAFIA - O PRIMEIRO PRMIO ESSO DE FOTOGRAFIA
     10#8 EM CARTAZ  MSICA - O MAIS TRISTE DO COLDPLAY
     10#9 EM CARTAZ  AGENDA - DJANIRA/CIRCOS/OBSESSO INFINITA

10#1 TELEVISO - AS MALVADAS
Inescrupulosas e vidas por poder, vils ganham espao nas sries e no gosto do pblico, cansado das mulheres boazinhas de outros tempos 
Mariana Brugger (marianabrugger@istoe.com.br)

Elas so ardilosas, manipuladoras e no poupam esforos para atingir seus objetivos. Seguindo  risca a filosofia consagrada pela atriz Mae West no filme Santa No Sou (1933), quando elas so boas, so timas, mas quando so ms, so ainda melhores. E so adoradas por milhes de espectadores. Os seriados mais populares da atualidade trazem como protagonistas personagens femininas de carter indiscutivelmente duvidoso, sem as quais as tramas perderiam muito do tempero. Em bom portugus, verdadeiras vils. No time, esto as negociadoras Olivia Pope (Kerry Washington), de Scandal, Claire Underwood (Robin Wright), de House of Cards, a vice-presidente Selina Meyer (Julia Louis-Dreyfus), da satrica Veep, e as agentes secretas da KGB, Elizabeth (Keri Russell), e do FBI, Nina (Annet Mahendru), da histrica The Americans.

IMPIEDOSA - Para Claire Underwood (Robin Wright), de "House of Cards", no basta eliminar os inimigos.  preciso faz-los sofrer

Calculistas, tramam, manipulam, invejam e traem. Agem por meio das palavras e da influncia que causam nos homens de suas vidas. Olivia e Claire atuam nos bastidores da Casa Branca. Em House of Cards, Claire avisa constantemente que  uma inimiga indesejvel. E prova com palavras e aes a cada episdio.

Sem umidecer o rmel, pede a uma funcionria que demita metade da sua equipe para, no fim do dia, mand-la embora tambm. Com frieza,  capaz de seduzir e maltratar quem quer que seja para atingir seus objetivos. Os dilogos entre ela e seu marido, o vice-presidente dos Estados Unidos, Frank Underwood (vivido por um indefectvel Kevin Spacey), so repletos de pequenas tiradas malignas. Ao ouvi-lo dizer que quer destruir um inimigo poltico, ela atia: Devemos fazer mais do que isso. Vamos faz-lo sofrer. Olivia Pope, por sua vez,  do tipo manipuladora. Como age por trs dos grandes poderosos, sabe como ningum usar quem for necessrio  e a qualquer preo  a favor de seus clientes, polticos americanos.

Com mulheres poderosas em destaque nas tramas, assuntos polmicos como aborto e estupro ganham outra roupagem. Afinal, elas se posicionam em um mundo machista, muitas vezes de forma igualmente sexista, sobre problemas essencialmente do universo feminino. Ao ter que opinar sobre aborto em sua campanha para a presidncia, por exemplo, Selina Meyer alega no poder se dirigir ao pblico com um ponto de vista feminino. Os seriados tm tratado cada vez mais de temas polmicos, onde  mais difcil dizer o que  certo ou errado. No idealizar as personagens femininas  um grande trunfo, explica Camila Furazawa, mestre em Comunicao Social pela Pontifcia Universidade Catlica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) e pesquisadora do universo das sries.

Mesmo ocupando posies proeminentes, elas ainda precisam provar o seu valor e justificar suas pequenas e grandes vilanias, seja por meio de um passado duro ou de acontecimentos trgicos que as deixaram amargas. A Olivia Pope, por exemplo, batalha constantemente para mostrar que  capaz, diz o jornalista Paulo Gustavo Pereira, autor do Almanaque dos Seriados (Ediouro).

De toda forma, o maior destaque dado s mulheres nas tramas retrata uma mudana no universo dos seriados em si. Antigamente, a mulher s fazia a protagonista em comdias e no papel da atrapalhada. Hoje, seja vil ou no, ela quer marcar uma posio, atingir um objetivo, pontua Pereira. O que a dramaturgia televisiva atual tem feito  mostrar mulheres fortes, ambguas e falveis, como qualquer homem.  uma mudana de personagens clichs para mulheres ambivalentes e contraditrias, explica Lucas Paraizo, professor de Cinema da PUC do Rio de Janeiro.

A maioria das vils poderosas no ar age em ambientes polticos, mas a tendncia de trazer personagens mais complexas, com uma aura malvada, pode ser observada em muitos outros seriados. Atualmente, a inescrupulosa Emily Thorne (Emily VanCamp) de Revenge, que no mede esforos para vingar seu pai, e Piper Chapman (Taylor Schilling), encarceirada por trfico de drogas em Orange is the New Black, so dois grandes exemplos dessa mudana. A transformao de donas de casa passivas em personagens com problemas reais e atitudes duvidosas tem sido longa e teve grande colaborao de dois seriados superpremiados: Desperate Housewives (2004-2012) e Weeds (2005-2012). O maniquesmo ficou para trs. So personagens com limites dbios e questionveis.

 tudo uma questo de ponto de vista, e cada uma defende o seu, diz Paraizo. Como na vida real.


10#2 LIVROS - HISTRIAS DE CRAQUES
Brasil mostra que na crnica esportiva tambm est entre os melhores do mundo, com autores novos que bebem na tradio do passado e com reunio de textos de dolos de todos os tempos, como Mrio Filho 
Ana Weiss (ana.weiss@istoe.com.br)

No grande aquecimento para a Copa do Mundo, o mercado editorial aposta no tema em vrias frentes. As mais certeiras seguem a lgica dos estdios: bons times, grandes partidas; bons autores, grandes livros. Lanado este ano, O Drible, de Srgio Rodrigues, ganhou mais de uma impresso, teve pelo menos seis lanamentos nacionais e est sendo traduzido para o espanhol e o francs. O autor diz que expandiu para alm do gueto dos cinco mil leitores que apreciam literatura contempornea muito por conta do tema. E do momento. Mas no s.

QUASE - Jogada em que Pel dribla o goleiro Mazurkiewicz, enganando os olhos de todos na Copa de 1970,  ponto de partida de "O Drible"

A narrativa veloz e atordoante como a jogada que lhe d ttulo  a finta com que Pel confundiu o goleiro Mazurkiewicz (e o resto do mundo) no mundial de 1970  toma o leitor com o magnetismo da crnica futebolstica, gnero com cadeira cativa h bastante tempo no corao do brasileiro. E no apenas aqui . Assim que chegou ao solo francs, a histria do relacionamento truncado entre pai e filho, que se mistura com os grandes acontecimentos do futebol e do Brasil da ltima metade do sculo passado, atiou olheiros do Le Monde. Interessado em incrementar o noticirio sobre o evento, o jornal encomendou um folhetim com esporte como tema (ou personagem), que vai publicar em 24 captulos dentro do especial sobre o mundial a ser encartado no dirio durante a realizao da Copa do Mundo no Brasil.

GOL DE VIRADA - Srgio Rodrigues recupera a tradio da crnica futebolstica do Rio de Janeiro em romance cheio de reviravoltas surpreendentes

Apesar da hora oportuna para o lanamento, o romance de Srgio Rodrigues nasceu h 15 anos, com o conto Peralvo, histria do jogador paranormal que seria melhor que o atleta do sculo por ver os acontecimentos instantes antes de eles ocorrerem. Mas achei que ele renderia mais e guardei, contou o escritor no ltimo Festival da Mantiqueira de literatura, onde autografou a obra e participou do debate Literatura de Chuteiras. Rendeu. Peralvo virou um captulo de O Drible, narrado na voz de Mrio Filho, o pai  conhecido como o Charles Dickens da Lapa carioca. O artifcio do escritor  certeiro: o conto faz todo sentido na histria que retoma o papel ensurdecedor do futebol durante os anos de chumbo.  talvez o captulo mais impressionante do livro e chave para a narrativa do romance, sendo quase todo o restante narrado por Murilo Neto, o filho.

Do ponto de vista do jovem que cresce  sombra da escrita talentosa e das conquistas amorosas do pai, Srgio Rodrigues toma como personagens alguns dos maiores autores de textos sobre futebol do Pas. Nelson Rodrigues, por exemplo, oferece um Chicabon na arquibancada do Maracan, onde o menino acompanha o trabalho paterno. Teria ouvido do homem de olheiras e suspensrios o conselho que mais tarde descobriria no ser s para ele. Envelhea, lembraria anos depois do dia da partida provavelmente entre Flamengo e Fluminense. Mrio Filho, irmo mais velho de Nelson,  no livro um colega de redao do pai do protagonista, um dolo e referncia na criao da crnica esportiva, algo que de fato o jornalista foi e  at hoje.

FLA-FLU - Mrio Filho, que torcia para o Flamengo, e seu irmo mais novo, Nelson Rodrigues, devoto do Fluminense, so autores e personagens do melhor que as livrarias estampam em suas vitrines s vsperas do mundial

Criador de termos como Fla-Flu, seus textos criaram escola e tinham grande fora poltica. Foram, por exemplo, decisivos para a construo do Maracan  estdio que hoje leva seu nome. Mrio Filho  uma das matrizes do texto colorido e ritmado que lana o leitor para os anos de formao da identidade do esporte e do estabelecimento de mitos que alimentam ainda hoje o nosso futebol. Nenhum de ns, jornalistas, somos capazes de engraxar os seus sapatos, escreve Jos Trajano na quarta capa do livro As Coisas Incrveis do Futebol, uma reunio de crnicas de Mrio Filho, publicadas em livro pela editora Ex Machina.

Autor de O Negro no Futebol Brasileiro  o Casa Grande e Senzala do futebol , Mrio Filho traduz a febre crnica que toma conta do corao do torcedor em momentos de deciso, como os que se aproximam. Em tempos de aplicativo,  curioso ler as reflexes do cronista sobre os radinhos de pilha como mdia, publicadas no Globo Sportivo em 1950. Antigamente no havia torcedor de rdio. Havia, porm, o torcedor dos recortes de jornais. Dos telegramas. O torcedor que tinha de contentar-se com o laconismo dos sinais de Morse. Ary Barroso foi assim. Ela ia cedo, toda segunda-feira,  estaozinha de Ub, para saber se o Fluminense vencera. (...) Jos Lins do Rego disse-me que conhecia um torcedor que dera um tiro no rdio, sim, que sacara o revlver e dera um tiro no rdio quando a Itlia marcou o segundo gol contra o Brasil.


10#3 POLMICA - REVANCHE DO BIGRAFO
Autor de biografia vetada por Roberto Carlos na Justia revela em novo livro os bastidores de uma disputa que compara  abolio da escravatura
Ana Weiss (ana.weiss@istoe.com.br) e Luisa Purchio (luisapurchio@istoe.com.br)

Mais um golpe na guerra das biografias. Depois da derrota na Cmara dos Deputados, o cantor Roberto Carlos reafirmou seu veto a Roberto Carlos em Detalhes, proibido pelo Rei em 2007. Dois dias depois, veio o troco. Sem nenhum alarde, o autor Paulo Cesar de Arajo distribuiu nas livrarias, na tera-feira 20, um livro com o relato de todo o processo de pesquisa e retaliao da circulao do primeiro livro. O escritor define O Ru e o Rei como uma autobiografia e desafia o cantor, de quem se declara f desde a infncia, a desta vez ler o livro. Na primeira publicao, ele me acusou sem sequer ter lido, diz Arajo  ISTO. A briga judicial alimentou as discusses a respeito do direito  liberdade de expresso e informao sobre as figuras pblicas do Brasil, que se tornou uma guerra entre artistas e bigrafos. Em 2013, o grupo Procure Saber, com Roberto Carlos como um dos cabeas, ao lado de Caetano Veloso e Chico Buarque, levantou de sua trincheira em defesa da privacidade. Chico Buarque publicou um texto em que acusava Arajo de reproduzir declaraes suas sem nunca t-lo entrevistado. Foi um tiro no p: o jornalista tinha gravaes do encontro. Com a desmoralizao pblica, Roberto Carlos deixou o grupo se passou a declarar ser contra a censura. Mas nunca liberou o livro.

DESABAFO - Paulo Cesar de Arajo (acima) lana livro em que conta as retaliaes sofridas na luta pela liberao da biografia de Roberto Carlos, fora das prateleiras desde o lanamento

Para o autor Paulo Cesar de Arajo, no entanto, o mote da discusso ultrapassa a defesa da intimidade dos artistas e est mais relacionado com o lucro que as publicaes proporcionam aos autores. Roberto Carlos expe sua vida privada, seus amores, seu relacionamento com os filhos e com a me, Lady Laura, diz ele. Sua preocupao  financeira. Roberto no quer que outra pessoa ganhe dinheiro com seu nome, acusa.

O novo livro de Arajo ainda pode ser vetado pela Justia. As quase 30 pginas da obra dedicadas s fontes que deram origem a cada trecho escrito parecem ter vindo justamente para se prevenir de novos processos. E, ao que tudo indica, eles realmente podem vir. O juiz Trcio Pires, que estabeleceu o acordo entre as partes em 2007, se declarou incomodado com as novas revelaes de Arajo a seu respeito.

O REI SOU EU - Roberto Carlos reafirmou o veto  biografia recolhida em 2007, mesmo com a aprovao na Cmara; pela lei, o novo livro tambm corre o risco de ser proibido

O jornalista contou que o juiz divulgara um CD seu entre os presentes de uma audincia sobre a disputa, autografando um deles para o Rei. Roberto Carlos tirou foto como todo mundo que estava presente na audincia, inclusive com os promotores e advogados, disse o magistrado ao jornal O Globo. Comeo a achar que o artista (Roberto Carlos) tem razo e que ele (autor do livro)  oportunista, completa, mostrando os nimos que aguardam as prximas batalhas pela liberdade de expresso no Pas.


10#4 EM CARTAZ  CINEMA - DEPOIS DA REVOLUO
por Ivan Claudio (ivanclaudio@istoe.com.br)

Com contornos picos chega s telas o drama Walesa, do diretor polons Andrzej Wajda. O filme conta com lente apaixonada a histria do fundador e lder do Solidariedade, o partido que conduziu a revoluo polonesa. O Lech Walesa vivido por Robert Wieckiewicz  o tempo todo exemplar e recusa modestamente o ttulo de heri, mesmo depois de ganhar o Prmio Nobel da Paz, no auge da Guerra Fria. A origem operria, a criao dos oito filhos e a determinao em nome dos trabalhadores poloneses compem a narrativa de Wadja, que assume o carter de homenagem de sua fico histrica. Admiro Walesa desde o primeiro momento em que o conheci, disse o diretor na apresentao do filme. 

+ 5 Filmes sobre a Guerra Fria
CAADA AO OUTUBRO VERMELHO (1990)
 Baseado em livro de Tom Clancy, conta a saga do submarino comandado por Mark Ramius (Sean Connery).

A VIDA DOS OUTROS (2006) 
 Florian Henckel von Donnersmarck dirige o longa sobre o espio que se envolve com a vida de seus vigiados.

CORTINA RASGADA (1966)
 De Alfred Hitchcock, com Paul Newman na pele do professor americano obrigado a encarar a inteligncia sovitica em Berlim Oriental.

O ESPIO QUE VEIO DO FRIO (1965)
 Baseado no livro de John Le Carr, tem Richard Burton no papel de espio.

DR. FANTSTICO (1964)
 De Stanley Kubrick, tem Peter Sellers como comandante da Fora Area dos Estados Unidos, que ordena um ataque nuclear  ex-URSS.


10#5 EM CARTAZ  LIVRO - CANTO  LNGUA-ME
por Ivan Claudio (ivanclaudio@istoe.com.br)

Contos do Nascer da Terra rene 35 histrias de Mia Couto, a maior parte publicada em jornais e revistas de seu pas nos anos 1990. Ao lado de textos inditos, as republicaes receberam novo tratamento do autor. O conjunto compe mais uma apurada homenagem ao portugus falado na frica do escritor, no por acaso vencedor do ltimo Prmio Cames, o mais importante em lngua portuguesa.


10#6 EM CARTAZ  SHOW - UMA SINFONIA PARA CAYMMI
por Ivan Claudio (ivanclaudio@istoe.com.br)

Dorival Caymmi recriou a Bahia em canes hoje conhecidas em todos os cantos do Pas e do mundo. Para comemorar o centenrio de nascimento do compositor, a Orquestra Petrobras Sinfnica se junta  cantora Rosa Passos e ao pianista Andr Mehmari no concerto Caymmi Sinfnico, que acontece em nica apresentao no sbado 24, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Com clssicos no repertrio, a surpresa fica por conta da composio indita de Mehmari para a ocasio. Caymminiana para Piano e Orquestra  uma composio livre e contagiante como as canes do compositor baiano.


10#7 EM CARTAZ  FOTOGRAFIA - O PRIMEIRO PRMIO ESSO DE FOTOGRAFIA
por Ivan Claudio (ivanclaudio@istoe.com.br)

Se a histria do Brasil fosse contada por fotografias, um de seus perodos certamente teria Srgio Jorge como autor. A exposio Srgio Jorge  Mltipla Trajetria (Casa da Imagem, em So Paulo) rene mais de uma centena das 60 mil imagens do fotgrafo. Nascido em Amparo, Srgio foi um dos mais atuantes fotojornalistas brasileiros e, em 1960, com pouco mais de 20 anos, ganhou o primeiro Prmio Esso de Fotojornalismo, com a imagem No Matem Meu Cachorro.


10#8 EM CARTAZ  MSICA - O MAIS TRISTE DO COLDPLAY
por Ivan Claudio (ivanclaudio@istoe.com.br)

Sexto lbum do quarteto Coldplay, Ghost Stories  talvez o mais melanclico disco da banda inglesa. Corre entre os fs que o fim do casamento do vocalista Chris Martin com a atriz americana Gwyneth Paltrow contaminou a nova criao. De fato, Chris disse em entrevista recente que estava pssimo, porque no conseguia sentir prazer com as coisas boas que aconteciam. So nove msicas, alm de trs faixas bnus que esto em uma edio especial do disco.


10#9 EM CARTAZ  AGENDA - DJANIRA/CIRCOS/OBSESSO INFINITA
Confira os destaques da semana
por Ivan Claudio (ivanclaudio@istoe.com.br)

DJANIRA
 (Caixa Cultural, Rio de Janeiro, at 20/7)  A exposio Djanira  Pintora Descala traz mais de 40 obras da artista que retratou a cultura popular do Brasil.

CIRCOS
 (Sesc, So Paulo e Santo Andr, at 1/6)  Com mais de 130 horas de programao, a segunda edio do festival internacional de circo apresenta companhias internacionais e espetculos inditos.

OBSESSO INFINITA
 (Instituto Tomie Ohtake, So Paulo, at 27/7)  Um panorama do trabalho da japonesa Yayoi Kusama, uma das artistas mais importantes de seu pas.

